quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Ajoelha e reza





Saí do supermercado, to vindo pra casa e vejo lá: um corpo estendido no chão. 

Uma bicicleta ao lado.
Mexeu os braços, graças a Deus. Tava no acostamento da BR, onde todo mundo passa correndo, ultrapassando igual a doido.
Liguei pra polícia: Ah, nossa viatura está ocupada.
Então corri lá, né. O senhor estava visivelmente alcoolizado. Mas tinha caído e se machucado.
Ligaram para a ambulância. 
Eu conversei com o senhor caído, ele me explicou que fizeram uma ultrapassagem, ele foi para o acostamento, bateu num buraco e caiu.
Ele conseguiu se levantar, trouxemos a bike para um local mais seguro.
A ambulância chegou.
A ambulância não socorre gente alcoolizada.
Será que eles realmente acreditam piamente na teoria que "Deus protege as criancinhas e os bêbados" ? Alguém me explica isso?
O senhor foi ao banheiro da rodoviária, mas antes parou num amontoado de madeira de obra, que parecia um crucifixo, ajoelhou e rezou.





Essa história é totalmente real, inclusive a última frase.

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Guarda-chuva, piada infame e morcego.


Mais um dia bacaninha! Olha só aí acima que foto mais linda.
Poderiam fazer umas ruas assim aqui em Médici! Serviria para o ano todo! Ficaria lindo.
Fora isso, adoro sombrinhas e guarda-chuvas. Tenho que me controlar para não sair comprando um monte. Acho guarda-chuva, sombrinha, uns negócios bem divertidos.

Quer ver mais dessas fotos, acesse Aqui!!!


Ai, vi essa piadinha infame hoje:

ROLEI!!!!!!!! Esse é o blog do Will Tirando

Eu simplesmente AMO piada bobinha. AMO. Lembrei de uma vez, na sala de aula de microbiologia prática, meu aluno, Luis Fernando, me contou a piada do pintinho manquitola. Resumo da ópera: não consegui dar mais aula de tanto que ria. Obrigada Luis, foi divertidíssimo. Ai, como era bom.

Fora isso, meu amigo Jorge, colega de trabalho, chega, senta na cadeira em frente a minha mesa, me olha com cara séria e diz: Hoje eu estava me olhando no espelho do banheiro, empinei o nariz com o dedo e descobri que fico parecendo o Desmodus rotundos. E não satisfeito, fez de novo. E realmente, ele ficou parecido com o morceguinho!


sábado, fevereiro 08, 2014

O colchete e o rim direito.

Ontem fui abrir um colchete. 
Colchete é um projeto de porteira, feito de arame e alguns pedaços de pau, para dar sustentação.
E pra isso ficar bem firme, funcionando como uma porteira, tem que ser extremamente justo...
Aí ontem eu fui abrir um colchete.
O colchete mais justo que já tive que abrir.
Abri.
O carro passou.
E fui fechar.
Estica daqui, apruma dali, estica, estica...
O que eu senti foi algo semelhante a meu rim descolando da parede do abdomen, de tanta força que eu fiz.
Pelamor, que colchete justo.
Leandro veio me ajudar. Sozinho também não conseguiu. Fechamos o colchete em equipe.

Aqui, uma explicação de como funciona um colchete. Lembrando que para fechar, vc deverá fazer o procedimento de trás para frente.

"Para se abrir um colchete o sujeito não precisa ser estudado não, porém tem que ter técnica. Ele chega próximo e retira a parte superior primeiro, depois a parte de baixo e leva aquela barreira de arame e pau para o lado.
Uma vez ultrapassado o colchete deve ser fechado novamente para manter sua função." - Instruções conseguidas do blog: Abadia em foco.

Em vermelho, área do colchete. Em azul, partes de conexão do colchete. Tudo na base do arame. E já é vantagem quando não se trata de arame farpado.


Aí, depois disso, tudo bem. Passei o dia de boa, com uma dorzinha nas costas.Mas hoje cedo foi engraçado. 
Tava dormindo de bruços, fui levantar e quem disse!?!?! Parecia uma tartaruga virada no casco. Não conseguia me levantar por causa da dor nas costas. Marido teve que me dar um impulso para eu ir para a posição lateral. Que podreira! Acho que eu realmente "descolei" o rim.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Estou seriamente cansada do Facebook

Bom, não é exatamente do Face em si... 
Mas o modo de interação de lá, cansou minha beleza.
É igual discussão de boteco, todo mundo grita, ninguém escuta nada e alguém sempre se ferra.

Eu gosto de ler, de pensar, de discutir, de escutar, de ler mais um pouquinho. Mas por lá, é tudo mundo rápido, pula-se a parte de ler e escutar. Lá vc vê a foto, comenta podremente, compartilha e pronto. 

Vou escrever por aqui, comentar coisas por aqui, que vai mais na minha velocidade.

Também dá nos nervos a falta de respeito, falta de amor ao próximo, excesso de xingamento, de raiva e ódio das pessoas. Eu quase não assisto tv. Não compensa. Ai tu abre o Face e vê a moça do SBT destilando veneno. Até para falar que ele é contra a violência ela diz: EU BATO NA VIOLÊNCIA TODO DIA! Aff... (não vou postar vídeo dessa senhora, pra não dar ibope).
Aí, professor universitario (pessoa especial, com aureola flutuando sobre o santo crânio), porque "não sabia" que a sua postagem teria tão grande alcance, zoa uma pessoa, sentadinha no aeroporto, tranquila, esperando seu voo. Mas não tinha o glamour exigido. Pessoa pode até vender para o publico que não tem preconceito e tem a mente aberta, mas para os mais íntimos (ou amigos do facebook), pode declarar todo seu preconceito podre. Texto bem interessante na Carta Capital.

Cansa isso, não é?

Por isso ficarei aqui, de boa.

Perdida... mas sempre sabendo onde estava!


(essa foto foi num momento: Não tem trem A nem C... vc está perdida! Não tem como voltar para casa... Aí eu fiquei lá, na estação 14th, tirando foto e pensando... Até pensar muito, pegar o trêm F depois o L, depois o S e chegar em casa! ha)
Então... Como meus amigos sabem, eu sou meio desligadinha, meio bagunceira, nada ordenada. Mas tenho um ótimo senso de localização... levando em consideração o Sol!
Nada muito bom para quando vc está num metrô ou em uma cidade nublada, no inverno, onde o Sol se põe as 4 horas da tarde.
Eu estive em NY por quase dois meses. E andar de metrô por lá é realmente necessário. Fora que para mim, foi extremamente agradável ficar olhando todo mundo, do mundo todo (minha linha principal parava no aeroporto JFK).
Maaaaaasssss.... Se vc não consegue entender o que a mulherzinha do metrô diz em português, imagina em inglês! Principalmente quando tu não é um expert na língua.
As únicas coisas que conseguia entender eram: O trem A não vai passar (esse era o meu trem)... E aí?

Mapa do Metrô de NY
(para quem se interessar em conhecer esse fascinante subway... E só para constar... eu estava em Rockaway Park... a península lá embaixo no mapa... E ia diariamente para a cidade).
E aí eu perguntava umas vinte vezes, para vinte pessoas diferentes, até juntar tudo, e entender o que eu deveria fazer.
Uma vez, eu perguntei para uma senhora como fazer... ela ao invés de me explicar, simplesmente me pegou pelo braço, abriu caminho e foi me encaminhando até o primeiro trem, desceu comigo e me colocou no segundo trem, onde me mostrou no mapa onde eu estava e aonde ia chegar. Uma graça!
Eu e a Déia, uma beleza! A gente combinava uma coisa, e ela dizia: desce em tal lugar e vai para a esquerda.... e eu sempre ia para a minha esquerda, mas ela estava falando da esquerda dela, que por acaso não era a mesma. E depois voltava. Um dia fui parar nas docas... isso porque tava indo para um Club. Mas no final, sempre me mancava ou ela me achava e tudo acabava bem no final.
Aí um dia fui encontrar no Daniel, um alemão, no Central Park. Ele disse, vem pela rua tal! Que rua tal, pelo amor de Deus? Rua dentro do Central Park? Liguei para a Déia. Ela não sabia do que se tratava também. Fui perguntar para os caras do Central Park. Ninguém sabia também... tipo: Moça, o Central Park não tem rua. E eu: Ah tá!
Daniel, seu louco, onde vc está? Sai daí e vem andando pra cá! Aí deu certo.
Fui encontrar o Genka, um amigo ucraniano! Adivinha? Ele disse, desce em tal ponto e vai para a direita na rua tal... E eu fui para a minha direita na rua tal... E me perdi, de novo.
Bom, foram farias perdições, mas todas com finais felizes. Sempre me achava no final das contas.
Moral da história: SE JOGA, CRIATURA!

Conversa com Papagaio


Sexta, estava eu, visitando uma propriedade por aqui, quando conheço Loreco, um papagaio muito falastrão e todo queridinho.
Estava um tempo de chuva brava e aí, para quem não sabe, eles disparam a falar mais que o normal.
Conversa vai, conversa vem, fui fazer meu trabalho e ele ficou lá, cantando: "Atirei o gato, MORREU"
Quando eu volto, Loreco olha para minha cara e diz: "Vai tomá...."
Olhei pra ele, cortando a frase dele e disse: "Olha a boca!"
Loreco responde: "Eu falo mesmo!!!!!!"

Eu posso? Loreco mais desaforado!?!?!
Aí eu pensei bem, e sim, ele pode falar o que ele quiser, a hora que ele quiser, do jeito que quiser!

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Dia 02/02
9.715.654.000 Acabei de acordar da minha soneca, onde sonhei com esse numero. Era um sonho sobre estudos meteorológicos. Esse número era referente a distância de alguma coisa em anos-luz.

Aí, logo após essa soneca e ligo o computador vejo as duas notícias horrendas do dia:
- A morte de Eduardo Coutinho, o homem das perguntas simples.
- A morte de Philip Seymour Hoffman, o homem dos personagens.
Tristeza

Mas fica aqui um pedacinho do trabalho de Eduardo Coutinho, que eu simplesmente ADORO!
É comovente, é tenso, é a tal da vida...
Edifício Master

Dia 03/02
Hoje recebi a notícia que seu Areston faleceu na sexta-feira passada. 
A última vez que conversei com ele, o papo foi o seguinte:
-Ei, Seu Areston! Feliz Ano Novo!
-Obrigado, drª, pra senhora eu sua família também.
-E aí? Tudo bem com o senhor?
-Ah não, ixe, to com essa tal de diabetes, pressão alta, hérnia de disco, dor no corpo inteiro.
-Nossa, seu Areston. Mas o senhor tá tratando direitinho?
-To sim, mas eu tenho que trabalhar também, né! Mas não dô conta.
-O senhor já tá aposentado?
-Sim, estou.
-Então, seu Areston. Agora é hora de dar uma descansada. Pegar leve. O senhor não é mais menino, né!?!
-É verdade. Mas é que a gente que trabalha na roça, não consegue parar.

Pois é, seu Areston morreu num acidente de moto.
Descanse em paz, seu Areston.



sábado, fevereiro 01, 2014

O ratão inquilino

Para quem não sabe, eu moro no interior do estado de Rondônia, em Presidente Médici. 
O clima aqui é tropical. E esse ano começou a chover em setembro e continua firme e forte. A temperatura média está em 30º C, o que pra mim, é bem confortável. 
Eu moro numa casa, com um quintal grande e um jardim tropical selvagem, porém controlado! 
Porém, contudo, todavia, essa chuva toda fez vários animaizinhos se realocarem. Formigas, marimbondos, pererecas, uma infinidade de animais procurando um abrigo mais adequado. Entre eles, um rato. Um senhor rato! O vizinho deu uma limpada no quintal dele, sem contar o tanto de chuva que inundou as tocas dos ratos; esse senhor ratão resolveu mudar-se para o quartinho de despejo da minha casa. Tá, eu adoro animais e a natureza de forma geral. Mas daí, morar junto com um ratão, não dá. E eu não mato bicho, marido não mata bicho, o rato é muito grande para gerar interesse de caça para os gatos. O que fazer? Primeira opção foi espantar o bichinho de lá na base da importunação. Não deu certo. Segunda opção: defumar o quartinho... também não adiantou. Terceira opção, convencer algum dos gatos a fazer esse trabalho; ninguém mostrou interesse ou boa vontade.
Eu tinha arrumado as coisas nesse quartinho e coloquei uns medicamentos dos cachorros por lá, bem embalados e conservados. Porém, quando vou dar uma conferida na situação de hoje, descubro que o raio do ratão roeu TODOS OS COMPRIMIDOS de vermífugos dos cachorros. Ou seja, ele tomou uma dose de vermífugo para um animal de 80 kg!
Não vi sinal do ratão hoje. Não fiz isso por querer... mas... 
Provavelmente o que vai acontecer é que agora tenho um rato super vermifugado morando nos arredores de casa.
Gato Romário, muito preocupado com o ratão!

PS: Acabei de ler sobre uma arapuca para capturar ratos! Achei em um dos fóruns do Guia Vegano, vale a pena dar uma conferida.