Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Porto Velho - Final de semana
Esse final de semana, fui para Porto Velho, ver o meu afilhado Vitor.Aproveitei, lógico, para ir ver o Rio Madeira, que é minha paixão (apesar de muito judiado por causa dos lixos, esgotos, etc) Ele está cheio, cheio, e ainda faltam dois meses de chuva. A previsão é que ele transborde causando enchentes. Alguns ribeirinhos já tiveram suas casas tomadas pelas águas do Madeira, que escoa uma produção gigante de grãos e outros produtos.
Nessa foto aí em cima, na época de seca, temos que descer um barrancão para poder chegar próximo as suas margens. O pessoal da marinha tem uma escada, de uns 30 degraus, que facilita a chegada às lanchas na época da seca. Agora, ela está totalmente submersa! Só vendo mesmo para ter uma noção exata da quantidade de água. É muito muito muito lindo mesmo.
Essa foto é do hotel Vila Rica, um dos primeiros hoteis de Porto Velho, e o primeiro 5 estrelas. Quem participou da criação dessa obra, foi Fernando Cals, arquiteto muito querido do blog Observador (que tem um link aí ao lado). Continua sendo o hotel das personalidades lá em Porto Velho. 
E essa figurinha aí é o Vitor, no alto dos seus 16 meses de idade, dirigindo o carro do titio. Vrum-vrum é como ele diz quando quer dirigir o carro.
Domingo, Janeiro 22, 2006
E por falar em doguinhos...

Tá aí, o trabalho de três colegas, médicas veterinárias : Esther Odenthal, Renata Guina e Damaris Rizzo.
Elas apareceram no globo reporter de sexta-feira mostrando o trabalho de cães-terapeutas no auxílio ao tratamento de pacientes portadores do Mal de Alzheimer. Coisa mais linda de se ver. Como esses animais podem nos ajudar a desenvolver e/ou restabelecer sentimentos, funçoes e até mesmo nossa auto-estima.
A reportagem mostrou ainda um cachorrinho que participa desse grupo, todo serelepe, andando e correndo com sua cadeira de rodas, para cima e para baixo, sem preconceitos. Mostrando para todos, que para ser feliz e levar a vida numa boa, basta estar vivo.
Estou particularmente orgulhosa desse trabalho pois, Damaris e Esther, foram minhas colegas de turma na faculdade! E isso só me reforça que escolhemos o caminho certo, pois fazemos com amor e respeito, o trabalho que a gente escolheu.
Parabéns meninas! Deixo registrada aqui, minha grande admiração por vocês. Ah é, e um cheiro no Ventus, que tive o prazer em conhecer, lá em Viçosa.
Esse trabalho é desenvolvido em Brasilía, lá na UnB. E o link para a reportagem está no título.
A foto é de Rafael Carvalho/UnB Agência.
Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Aí em cima é a foto das figurinhas. Um bolinho de cachorro. Cada um de um jeito diferente, com um latido diferente, que após uma semana, já consigo distinguir. São lindos. Fico aqui babando!Agora já começaram a "engatinhar" pela sala. Sim, estão todos na sala. Moramos numa casa minuscula, onde não há espaço para todos. Por esse motivo e alguns outros, estaremos nos mudando essa semana. Para uma casa grande, espaçosa, com quintal, árvores, rua asfaltada, bem iluminada e o melhor de tudo, NOSSA! Pois é, compramos uma casa. Depois coloco foto dela por aqui.
Voltando aos meus "netinhos" e a Madonna. Eles já estão começando a latir e se expressar melhor. Madonna é uma super mãe. Tem uma paciência de Jó, pois os bichinhos se dividem em turnos para mamar, metade dorme, metade mama. E Madonna, como não tem com quem dividir, fica lá direto. Só no abastecimento e limpeza da galerinha.
Toko, o pai, está orgulhoso. Cheira os bebês com todo o carinho, fica vigiando de longe, mas está sempre por perto.
Kadu, o tio salsicha, não gostou nada da idéia, nem quer chegar perto dos filhotes. Fica lá no quintal sozinho. Até cavou um buraco para ficar mais excluído e fazer um drama básico.
Já o Salim, o tio gato, acha tudo muito diferente e está curiosíssimo. Mas já expliquei para ele: " Salim, a curiosidade matou o gato." E Madonna reforça o dito popular com uma rosnada da boa.
E assim estamos todos bem, obrigada.
Sábado, Janeiro 14, 2006
Coisas
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Segunda coisa: A palestra foi sobre Brucelose (minha parte) e Raiva (parte do Rafael). O pessoal adorou a palestra, fizeram várias perguntas, participaram bastante, tiraram suas dúvidas. Um produtor disse o seguite: "Drª., é ótimo que vocês venham aqui participar com a gente das reuniões, porque quando eu era criança, tinha medo de polícia, agora que cresci, sei que eles servem para nos proteger. Com a IDARON é a mesma coisa, a gente morre de medo, mas se vocês vem e explicam tudo direitinho para a gente, só vai fazer errado quem quer."
Adorei!
Tá, IDARON é o órgão de fiscalização estadual de Rondônia, responsável pela melhoria do status sanitário animal e vegetal, controle e eliminação de doenças e pragas, fiscalização do comércio e criação de animais, vegetais, seus produtos e sub-produtos. E quem estiver errado, é punido através de multas. Por isso do medo e do receio.
Fico feliz em poder ajudá-los e de mostrar para os produtores que nós estamos trabalhando para melhorar a situação, em parceria.
Detalhe: A reunião, na verdade, era para escutar uns políticos que iam lá prometer alguma coisa. Nós fomos convidados para deixar algum recado. E adivinha, cê acha que algum vereador apareceu, no meio do assentamento, duas horas da tarde do sábado, chovendo? É "florida"!

Local da reunião da associação dos produtores do Assentamento Chico Mendes III
Rafael ministrando palestra de raiva para os produtores.
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3ª coisa: Voltando do Assentamento, numa matinha na beira da estrada, vi um macaco-aranha fazendo um lanche, na copa da árvore. Eu fico hipnotizada, não consigo fotografar, mesmo porque ele não fica quietinho, fazendo pose.
Lucia Malla ( http://umamallapelomundo.blogspot.com/) fez contato com o peixe-Napoleão, lá pros lados de Palau, e eu aqui, nos contatos do macaco-aranha. 
Vou tentar, posteriormente, escrever e descrever melhor esse bichinho tão lindo.
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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
Foto de Família
Adoro fotografias! São lindas, obras de arte, principalmente quando retratam pessoas comuns, vivendo suas alegrias, tristezas, amores, sucessos, fracassos e toda a gama de emoções que a gente possa expressar.Desde pequena que sou acostumada com fotos. Todo mundo da minha família sempre registrou os eventos através das fotos. Elas fazem parte da nossa vida e nos faz lembrar e/ou conhecer partes da nossa vida.
E eu gosto de ver foto, tirar foto, aparecer em foto... Me amarro mesmo.
Agora, o que mais gosto é de matar a saudade vendo as fotos antigas da minha família. É uma forma, para mim, muito boa de recordar a minha galera que já se foi (não são poucos) e matar as saudades.
Lembrei disso tudo, pois assisti um filme, chamado Provocações (The Door in the Floor - http://www.thedoorinthefloor.com/home.php), que relata a vida de um casal (Kim Basinger e Jeff Brigdes) após a morte do seus filhos. Eles vivem laçados por fotografias das crianças, uma dependência doentia, ao meu ver. Daí parei para avaliar a minha ligação com as fotos. Ah, aí achei que sou normal e pronto, continuo admirando-as.
O filme é bem bom. Eu gostei.
Foto: Essa foto linda é da minha avó Elza Colombo Nogueira com meu avô Paulo Nogueira e meu pai (lindão e elegante) Paulo José Colombo Nogueira.
[Junho de 1948].
Uma família feliz.
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
Era uma casa....

Era uma casa muito engraçada
não tinha teto não tinha nada
ninguém podia entrar nela não
porque na casa não tinha chão
ninguém podia dormir na rede
porque na casa não tinha parede
ninguém podia fazer xixi
porque pinico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos número zero
Mas era feita com muito esmero
na rua dos bobos número zero
Vinícius de Moraes.
Pois é, semana que vem, novidades!
Tô feliz.
Aguardem.
Quarta-feira, Janeiro 11, 2006
Tudo OK uma ova!

Hoje, minha mãe me mandou um e-mail, indicando uma reportagem, que eu achei bem interessante (http://www1.uol.com.br/vyaestelar/dialogos_ok.htm). Fala sobre estar tudo OK sempre. E sempre, e sempre. Ninguém merece ficar Ok sempre. Pressão alta, gastrite, dor de cabeça e até poliartrite, labirintite e outras coisa podem ser causadas por excesso de "estar Ok".
Uma hora o corpo cansa de ser legal.
Deixa eu me explicar: Não dá para ser legal, concordar com tudo e com todos, por todo o tempo. Ninguém merece.
Esse artigo que li relata uma histórinha bem parecida com uma que eu vivi. É a seguinte:
Estava eu, em plena sexta feira a tarde, faltando uma hora para fechar o escritório, faltando uma semana para eu entrar de férias. Me liga um Jorge, da parte técnica de onde trabalho e diz o seguinte: " Boa tarde! Amanhã (sábado) estaremos indo aí no seu escritório, a partir das dez horas da manhã, sem previsão de sair, para instalar os computadores a internet. Espere por nós." Eu disse assim, literalmente: " Puta merda, bem amanhã?"
Jorge me respondeu: " Vc acha que eu também estou feliz com isso?"
E eu retruquei: "E eu, não tenho nem o direito de achar ruim e desabafar?"
Por favor, não desabafar dá câncer!
E eu sou legal. Mas sou mal humorada também. Como qualquer ser humano normal.
Outra coisa. A gente não tem que ser bonzinho. Eu sou legal, mas não sou boazinha não! Nem adianta vir com churumelas. Tentar me agradar sem ser espontaneamente e coisas parecidas, não cola. Sei de longe. E fecho a cara!

Mais uma coisa. Eu também sei falar não. Falo sem problema nenhum, nem peso na consciência. " Flávia, você pode me emprestar tal coisa? Não."
Como meu misto quente pelas bordas, para deixar o recheio para saborear por último. E não adianta vir com cara de fome pro meu lado não. Se quiser um pedaço, peça antes, por isso que ofereço antes. Quando chega no meio é meu e ninguém tasca, eu disse ninguém mesmo.
Minha mãe e meus amigos me conhecem. Sabem que eu sou assim e me entendem. Mas ainda tomam alguns sustos.
Já melhorei bastante! Antes eu era grossa mesmo, agora sou apenas brutalmente sincera.
Obs: Aqui não tem psicanalista, tá! Tenho que me auto-analisar com a participação da internet.
Domingo, Janeiro 08, 2006
Listas

Agora, no início do ano, onde listas e mais listas rolam para lá e para cá, daqui pra lá, sinto-me um tanto quanto inapta. São listas do que fazer, do que foi feito, lista do que nunca mais deve ser feito. Dos melhores momentos, dos piores, das manias, do cotidiano, dos amigos, dos amores, de tudo tem um pouco.
Adoro escrever, mas fazer listas, não é comigo não. Fico impressionada com cada lista que me surge a frente, são tão elaboradas, bem pensadas, arquitetadas. Meu problema todo é o seguinte, é que eu sou desorganizada. Desorganizada demais. Tenho perspectivas bem objetivas e metas a serem alcançadas, mas com o cotidiano, putz, sou uma tristeza. Como diria minha sobrinha Bibi, "nossa tia, suas idéias são enroladas igual ao seu cabelo!". E ela só tem 5 anos.
Lista de supermercado para mim, não exite. Se eu faço, não me lembro onde deixei. Lista de pequenas metas de início de ano, nunca fiz e nem sei como começar. Lista de coisas boas/ruins que aconteceram, só me lembro das boas (uma vantagem finalmente!). Ahhhhhh, não dô conta!
Pois é, um dos profissionais mais admirados por mim, Charles Darwin, era uma preciosidade em relação a listas. Metódico, perfeito. Em uma biografia dessas de bolso, que eu li a respeito de Darwin, foi relatado que ele escrevia listas de pós e contras de algum pensamento ou linha de pensamento , com direito a fluxogramas e tudo mais. (tentei colocar um exemplo, mas não consigo de forma nenhuma) Imagina só!?! Um dia eu tentei fazer... desastre total! Meu fluxograma não parava em lugar nenhum, ia saindo setas para todos os lados, parecendo mais um fractal, no final das contas.
Cada um com suas limitações, né! Fazer o quê? Superá-las ou ao menos tentar.
Vou começar minha lista de ano novo hoje: Primeiro- aprender a fazer lista. Segundo- ser mais organizada.
Vamos lá. Vou tentar. Desejem-me sorte.
Essa imagem a esquerda é um fractal e a imagem da direita um fluxograma. Deu para vcs entenderem a gravidade do meu problema? hihihihihi

Sábado, Janeiro 07, 2006
Oiê! Cheguei!




Depois de vários dias com minha mãe, de ter me divertido muito no Natal e no Ano Novo, cheguei em casa.
Agora volta tudo ao normal...
Mas, "teve bão".
Fotos: 1) Rubinho, Carol, Dani (meus primos loiros) e eu no Ano Novo 2) Lucyle, Juliana (minhas amigas de infância) e eu no aniversário da Lu. 3) Camila, Rafa (minhas primas japonesas) e eu de novo, no Natal.
4)Minha mãe Nalu e eu, no espírito natalino. Já estou com saudades.



